segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Inclusão escolar: um passo para a igualdade de todos





“Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles”.

Provérbios 22:6


Quando paramos para pensar nas palavras que este versículo do livro de Provérbios nos pode revelar, através da sabedoria de Deus, não é tão difícil de interpretar, pois está ligado diretamente aos nossos valores, crenças, ideias e atitudes diante de tudo aquilo que Deus coloca em nossa vida para sabermos viver e conviver. Ensinar os filhos para que eles sejam abençoados e não se desviem dos caminhos retos do Senhor é a obrigação de todo pai temente a Deus. 

Entretanto, vivemos numa sociedade onde os valores estão invertidos e tudo aquilo que aprendemos em casa sobre Deus é facilmente confundido com as diretrizes do mundo fora de casa. Viver sob o regime da luta de poderes nos coloca em xeque diante de tantas regras, disputas e ideologias da sociedade que hoje vivemos. O assunto que vamos abordar nesta edição é sobre inclusão escolar de pessoas com deficiência, onde todos os seus direitos são tolhidos e com efeito abusivo dentro de uma sociedade que detém o poder diante dos excluídos. Hoje, quando falamos sobre o tema, gera-se uma série de discussões em torno de uma lei que fora aprovada na teoria, mas na prática isso é bem diferente. A qualificação dos educadores tem preocupado dentro as instituições que convivem com essa realidade.









A Lei nº 7.853, aprovada em 1989 e regulamentada em 1999, obriga todas as escolas a aceitar matrículas de alunos com deficiência e transforma em crime a recusa a esse direito. Assim, o número de crianças e jovens com deficiência nas salas de aula regulares não pára de crescer. Em 2001, eram 81 mil; em 2002, 110 mil; e em 2009, mais de 386 mil, incluindo as deficiências, o Transtorno Global do Desenvolvimento (TDG) e as altas habilidades, de acordo com pesquisa feita no site da Revista Nova Escola sobre inclusão escolar.

De posse dos dados, a revista Mandamentos conversou com alguns profissionais da área da Educação, Sociologia e do Departamento de Surdos da Assembleia de Deus Canaã Sede, para avaliar e nos explicar a importância dessa inclusão social/escolar e como isso pode gerar uma conscientização social para os pais e mestres com o apoio da igreja como um órgão de sociabilização cristã à luz da Palavra de Deus.

Segundo Natália S. Almeida, pedagoga em Educação Especial e guia-intérprete de Português/Libras, que atua como intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na AD Canaã Sede durante os cultos, a inclusão escolar trata exclusivamente do contexto educacional, enquanto a inclusão social oportuniza a autonomia das pessoas com deficiência na sociedade. “A relação entre elas é que a inclusão escolar é um atributo necessário, mas não suficiente à plenitude da inclusão social da pessoa com deficiência”, disse ela.  

Para a intérprete, as pessoas com deficiência não buscam um acolhimento assistencialista, mas lutam por igualdade de oportunidades na sociedade. “A importância está em possibilitar que ela mostre, alargue suas capacidades e supere as barreiras impostas pela sociedade. Cada pessoa com deficiência é um exemplo de superação, ao viver em uma sociedade que ainda precisa aprender a tratar com igualdade os diferentes. Além do que, sempre aprendemos sobre o real valor da vida com eles”, complementou.  

Dentro deste contexto, a Igreja surge como um canal de socialização das pessoas com deficiência, a partir do trabalho de tradução por meio da Libras. O Ministério Canaã é um exemplo. “A igreja inclui em suas reuniões, cultos e programação todas as pessoas com deficiência, obedecendo ao ide de Cristo, relativamente ao que Jesus ensinou-nos em Mateus 28:19: pregar o Evangelho a toda criatura”, afirmou Natália. A igreja dispõe de assentos preferenciais e intérprete de Libras aos surdos que fazem uso da Libras e acolhe com prontidão e eficiência os cadeirantes ou quaisquer pessoas com deficiência física, visual e intelectual. Em sua construção, a instituição ainda ainda preza por cumprir as normas arquitetônicas estabelecidas pela legislação, quanto ao acesso por rampas, banheiros adaptados e vagas reservadas no estacionamento.

O que podemos constatar diante deste assunto e de tantos outros, apesar da conscientização da sociedade, é a falta de qualificação profissional e disponibilidade de certos educadores que ainda têm dificuldades em lidar com o assunto. Universidades, em seus cursos de graduação e de especialização, estão revendo e organizando seus currículos a fim de oferecer capacitação para a assistência necessária aos profissionais da área da Educação. Natália enfatiza que na escola os educadores precisam enxergar que os alunos com deficiência, inclusive aqueles que apresentam deficiência intelectual, são capazes de aprender ao seu tempo e modo. Dessa forma, não só a Igreja ou a escola, mas também a sociedade, devem enxergá-los como seres humanos.

Com base na Sociologia, que é uma ciência nova, podemos entender que para a sociedade viver de forma coesa, há a necessidade de uma melhor conscientização das pessoas no que se diz respeito ao indivíduo. Somos dotados de responsabilidades sociais, mas não buscamos nossa real cidadania quando se diz respeito ao outro, pois achamos que o problema do outro não é problema nosso. O ser humano vive, apesar de toda a globalização, de forma individual e parcial quanto ao desenvolvimento comportamental da sociedade. O homem é um ser social, e precisa viver em grupos para melhorar o seu desempenho como pessoa. Porém, a própria sociedade impõe regras que afasta esse indivíduo do seu próprio crescimento pessoal.








A Bíblia é clara, quando mostra nos Evangelhos que Jesus está sempre sociabilizando as pessoas menos favorecidas ao convívio da sociedade quando elas são literalmente excluídas e as coloca como ponto chave de toda a questão, coibindo qualquer ideologia criada na época. É o caso da mulher samaritana (Jo 4:9), excluída por ser mulher e não poder falar com os judeus por ser também de Samaria. E se podemos expor mais casos de socialização em relação às pessoas com deficiência através de Jesus, podemos destacar o cego de nascença (Lc 18:35) e a mulher do fluxo de sangue (Mt 9:20), sem esquecer que naquele tempo esse problema era um fardo e a mulher era excluída do convívio social, com base na lei em Levíticos (Lv 15:25). Assim, muitas foram as curas e milagres de Jesus. “De tal sorte, que a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus de Israel” Mateus 15:31.







Inclusão na Visão da Sociologia 


Em uma pesquisa feita pelo médico psiquiatra Jean-Marie Gaspard Itard, diretor de um instituto de surdos-mudos em Areuron, na França, constatou-se um caso de um menino encontrado abandonado numa floresta por volta de seus quatro ou cinco anos de idade, e privado completamente do convívio social. Conhecido como o “menino selvagem”, Victor de Aveyron não pronunciava nenhuma palavra e parecia não entender nada do que falavam com ele. 








Foi quando o pesquisador propôs uma análise em seu comportamento: Quais as consequências da privação do convívio social e da ausência absoluta da educação social humana para a inteligência de um adolescente que viveu assim, separado de indivíduos de sua espécie? Ele acreditava que a situação concreta de abandono e afastamento da civilização explicava o comportamento diferente do menino Victor, contrapondo-se ao diagnóstico de deficiência mental para o caso. A pesquisa foi divulgada em seu livro intitulado “A Educação de um Homem Selvagem”, publicada em 1801, onde descreve as etapas de sua educação e constata um aproveitamento excepcional na convivência com outras pessoas. Aproximando-se da visão sociológica dos fatos sociais, o pesquisador concluiu que o isolamento social prejudica a sociabilidade do indivíduo, ou seja, a sociabilidade é a base da vida em sociedade. 







“As crianças costumam incluir naturalmente umas às outras, não importando se alguma apresenta uma deficiência. Por vezes, são solícitas em ajudar, quando percebem que outra criança do grupo demanda alguma atenção diferenciada. Os adultos, entretanto, tendem a ser mais excludentes ou extremam no cuidado e assistencialismo, como se a pessoa com deficiência fosse incapacitada em todas as áreas”, acrescenta a pedagoga Natália sobre a inclusão no convívio em sociedade. Segundo ela, os pais são o primeiro referencial que uma criança pode ter. Por isso, é importante que a família perceba, desde cedo, quais são as dificuldades que o filho enfrenta e esteja ao seu lado, buscando profissionais capacitados e estimulação precoce. “Os pais devem, ainda, crer que os filhos são bênçãos de Deus para suas vidas. Mesmo que eles não sejam como a maioria, isso não os desmerecerá de amor e cuidados que todo filho necessita”, aconselhou.


Somos corresponsáveis na educação das crianças que são o futuro do nosso país e que levam no seu coração os ensinamentos passados de geração para geração. Se não começarmos a ter a consciência que pessoas deficientes merecem também participar da vida em sociedade, estaremos colocando de lado a Palavra de Deus. Porque não lembrarmos do rei Davi, que trouxe de volta à realeza o coxo Mefibosete (2 Sm 9:13)








Se todos nós vivêssemos como verdadeiros cristãos, muitas coisas poderíamos mudar, assim como o teólogo Howard Hendricks mostra no seu livro “Ensinando para Transformar Vidas” o amor pelo ensino. A relação professor-aluno-aluno-professor deve gerar um aprendizado constante. Ele enfatiza quando afirma: “Que Deus nos permita ter esse amor, e que esse amor nunca se acabe”.







Como educadores, temos essa parcela
no desenvolvimento humano. 







No entendimento de Natália, a igreja é uma célula da sociedade, a qual nos dirigimos para buscar ao Senhor e adorá-Lo, juntamente com nossos irmãos. “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria”, diz a Palavra de Deus em 1 Coríntios 13:1-2. “Como servos de Deus, devemos amar o nosso próximo, como amamos a nós mesmos, respeitar os servos a quem Deus chamou, capacitou e colocou em nosso meio. A autêntica igreja do Senhor Jesus alegra-se com a vida de todos os seus membros, cuidando e respeitando, pois o amor de Deus está em nós”, opina a pedagoga.




Natália S. Almeida sugere que os obreiros sejam capacitados para prestar atendimento em Libras, saber guiar pessoas com deficiência visual e dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual. Outra ideia seria a inclusão nas gravações de pregações a janela da Libras, para evangelizar outros surdos. A disposição de um exemplar da Bíblia Sagrada e Harpa Cristã em Braille para o acompanhamento da leitura da Palavra e louvores por pessoas cegas, segundo ela, também ajudaria na inclusão destes irmãos. Por último, a intérprete propõe a formação dos professores das classes do culto infantil para receber e incluir as crianças com deficiências, uma ação fundamental para que tenhamos uma igreja inclusiva.






Educar é ensinar por amor, e o amor vem de Deus. A cada dia nós precisamos entender e ter essa maturidade espiritual que dentro do nosso ambiente educacional se encontram três elementos importantes: eu, você e o Espirito Santo. Quando aprendemos isso, podemos responder com mais autoridade ao chamado que o Senhor nos fez, e desta forma, ensinar para transformar vidas. A inclusão escolar só vai acontecer de fato na sociedade quando todos nós, pais e educadores, forem incluídos socialmente ao lado de pessoas com deficiência. Viva essa diferença e seja aquele que pode, até não mudar o mundo, mas fazer parte dessa mudança. 






Márcia Morais

Estudante de Pós-Gradução em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica e Bacharel em Teologia - Coluna Pais & Filhos - Revista Mandamentos - Edição 5 - 2013

O Conhecimento Que Vem de Deus





Nicolau Copérnico foi o astrônomo polonês que propôs o primeiro sistema de planetas matematicamente baseado ao redor do sol. Às vezes, Copérnico se referia a Deus em suas obras e não via seu sistema como em conflito com a bíblia.



De onde vem tanto conhecimento? Do homem, apenas? Não! Esse conhecimento fora dado pelo Senhor e quem pensa que ciência e religião não podem andar juntas se engana. Conseguimos constatar hoje que alguns dos maiores cientistas do mundo que dedicaram a sua vida e desenvolveram projetos científicos que visavam o bem social e que possuíam algo em comum acreditavam em Deus. Muitos deles, mesmo sem escrever sobre religião, viveram a sua fé e dedicaram-se ao trabalho científico.
Apesar de algumas pessoas usarem o conhecimento para o mal, outras, porém, são direcionadas para o bem. Por isso, usar o conhecimento para as coisas que glorifiquem a Deus é elevar o nosso entendimento ao alto índice de sabedoria que vem do Senhor. Para quem será usado ou o que estamos produzindo, criando e desenvolvendo é o que importa, porque em tudo seremos cobrados e julgados pelo Senhor. A ciência mesmo sendo usada para comprovar e entender o que existe no mundo, nada adiantaria se não fosse a vontade de Deus ser prevalecida em sua criação, pois nada é revelado ao homem sem que o Senhor não permita que seja conhecido. Que possamos ser fontes de energia que vem de Deus para sermos dignos de ser chamados de filhos do Altíssimo.

"Por sua sabedoria o Senhor lançou os alicerces da terra, por seu entendimento fixou no lugar os céus; por seu conhecimento as fontes profundas se rompem, e as nuvens gotejam o orvalho". Provérbios 3:19-20

E quem são esses cientistas? Através de diversas áreas muitos são conhecidos. Mas o que eles pensavam na época? Vamos descobrir?





Pensamentos acerca de Deus pelos cientistas




Isaac Newton (1643-1727), matemático e físico.
Devemos crer em um Deus e não ter outros deuses além dele. Ele é eterno, onipresente, onisciente, onipotente, criador de todas as coisas, sábio, justo, bom e santo. Devemos amá-lo, temê-lo, honrá-lo e confiar nele, orar a ele, dar-lhe graças, louvá-lo e santificar seu nome, cumprir seus mandamentos e dispor de tempo para honrá-lo em culto”.









Louis Pasteur (1822-1895), microbiólogo e químico.
Proclamo Jesus como filho de Deus em nome da ciência. Meu espírito científico, que dá grande valor à relação entre causa e efeito, compromete-me a reconhecer que, se Ele não o fosse, eu não mais saberia quem Ele é. Mas Ele é o Filho de Deus. Suas palavras são divinas, sua vida é divina, e foi dito com razão que existem equações morais assim como existem equações matemáticas”.







Ruy Barbosa de Oliveira (1849-1923), filólogo e cientista político.
Nunca senti pelas vilanias humanas mais enjoos e pela sorte de nossa terra mais desânimo. Felizmente a fé em Deus se me vai acendendo, à medida que se me apaga a confiança nos homens. No meio de tantos desconfortos e iniquidade tenho-me entregado estes dias exclusivamente à leitura do Evangelho, à eterna consolação dos malferidos nos grandes naufrágios”.









André Siegfried (1875-1959), educador e cientista político.

Nossa visão espiritual e não apenas puramente racional do homem (...), nós a devemos à tradição judaica, que teve no Evangelho um desdobramento tão grandioso. Os profetas de Israel, aqueles brilhantes e devotos líderes do seu povo, plantaram no nosso espírito a sede de justiça que caracteriza socialmente o Ocidente”.







Albert Einstein (1879-1955), ganhador do Prêmio Nobel de Física de 1921.
A todo cientista minucioso deve ser natural algum tipo de sentimento religioso, pois não consegue supor que as dependências extremamente sutis por ele vislumbradas tenham sido pensadas pela primeira vez por ele. No universo incompreensível revela-se uma razão ilimitada. A opinião corrente de que sou ateu baseia-se num grande engano. Quem julga deduzi-la de minhas teorias científicas, mal as compreendeu. Entendeu-me de forma equivocada e presta-me péssimo serviço (…)”.







Carlos Chagas Filho (1910-2000), médico, membro da Academia Brasileira de Ciências.
Estou procurando mostrar que não há incompatibilidade entre a verdade científica e a revelação: são duas coisas que tratam de espaços diferentes. Uma trata da realidade da vida, a outra trata do transcendental. E a Bíblia, que é um livro muito interessante de ser lido (principalmente Isaías), não procura ensinar à gente nada de ciência, e sim uma ordem moral. (...) a Bíblia não quer ensinar como é que se fez o céu, mas quer ensinar como é que se vai ao céu. Trata-se de um preceito teológico muito importante, relativo à questão de graça: a pessoa acredita ou não. Agora, como eu respeito as pessoas que não creem, quero também que elas respeitem a sinceridade de minha fé”.






Curiosidade Científica: As Cores do Sol




O Sol emite uma gama impressionante de luz visível. Algumas cores, no entanto, são mais fortemente representadas do que outras, enquanto algumas estão totalmente ausentes”. Fonte: (http://misteriosdomundo.com/sao-cores-emitidas-sol#ixzz2gaWpd9PV)



Os dados descritos aqui foram adquiridos pelo espectrômetro Fourier Transform, do Observatório Nacional Solar, no Arizona, EUA. Ainda não se sabe porque faltam algumas cores na luz do sol. Na imagem, estão todas as cores visíveis, produzidas pela passagem da luz solar através de um dispositivo semelhante a um prisma. O espectro mostra que, apesar do nosso sol aparentemente branco emitir luz de quase todas as cores, ele parece mais brilhante na luz verde-amarela. No entanto, vemos a luz solar em algumas tonalidades diferentes ao longo do dia por causa da atmosfera terrestre, que filtra os raios solares, separando as cores.
Por volta do meio-dia, por exemplo, a luz solar atravessa um trecho menor da atmosfera, passando por menos obstáculos. O azul, violeta e anil se espalham pelo céu e a luz chega numa coloração amarelada aos nossos olhos. Já durante o pôr-do-sol, a luz entra de modo inclinado e atravessa um maior trecho da atmosfera, tendo de enfrentar mais partículas. O verde e o amarelo também se espalham, e apenas o vermelho e o laranja chegam aos nossos olhos. A luz branca é uma combinação de sete cores: violeta, azul, anil, verde, amarelo, laranja e vermelho.






Referências Bibliográficas:

Coletânia dos Maiores Nomes de Cientistas do Mundo: Traduzido de J. Gutzwiller - Das Herz, etwas zu wagen, Friedrich Bahn Verlag: Neukirchen-Vluyn, 2000. Essa é uma coletânea de citações compilada por Jörg Gutzwiller, capelão do governo e parlamento suíço de 1979-1999.

As frases de Ruy Barbosa constam do documento Discurso no Colégio Anchieta, Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro, 1981.

A citação de Carlos Chagas Filho é parte de entrevista concedida a Darcy F. de Almeida, publicada em julho/agosto de 1983 e disponível no Canal Ciência, do IBICT.





por Márcia Morais

Coluna LEITURA DINÂMICA

Revista Mandamentos - Edição 5 - ano 2013

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Hora Esplendorosa de Ester





O propósito da vida não é escapar do sofrimento que ele nos traz, mas suportá-lo e vencê-lo, enquanto aprendemos as lições que só a dor pode ensinar-nos” (Swindoll, Charles R. Heróis da Fé: Ester, uma mulher de sensibilidade e coragem)


É magnífica essa frase que foi escolhida para abrir o nosso texto, como forma de exemplificar o momento com muito esplendor que a nossa protagonista Ester realiza num ato surpreendente quando diante de uma situação colocada em suas mãos, toma a maior decisão de sua vida, que mudará o curso da história de seu povo.

O texto que vamos analisar agora é o sexto capítulo do livro de Charles R. Swindoll, segundo volume da série de estudos biográficos sobre personagens bíblicos intitulada “Heróis da Fé”, que traz como personalidade a rainha Ester.


Neste capítulo, nós encontramos o ápice da história que culminou na salvação do povo judeu, em meio à morte. Para entendermos, vamos conhecer quem era a rainha Ester.

Situado dentro do Antigo Testamento, mais precisamente nos chamados livros históricos, o livro de Ester conta a história de uma judia que se casou com o rei do império persa de nome Assuero e que num determinado momento, mesmo sem conter nenhum pronunciamento do nome de Deus ao longo da história, a judia que se tornara rainha. Foi uma providência divina para o povo de Israel, pós-exílio.

O povo que estava sob o domínio persa era confrontado com a cultura e religião da Pérsia na adoração de outros deuses e humilhação diante das autoridades do governo, como a reverência especialmente ao ministro Hamã, por Mondercai, o primo que havia adotado Ester quando seus pais morreram, no qual não se curvou perante o ministro, irritando-o profundamente e gerando em seu coração o desejo de eliminar todos os judeus de todo o império persa. É quando aparece Ester, até então já desposada como rainha, no lugar de Vasti, que é avisada por Mondercai pelo decreto cruel contra seu povo, lhe colocando como uma verdadeira intercessora.

Este é o pano de fundo de uma história que até hoje é contada na comunidade judaica, durante a festa de Purim, que lembra o livramento dos judeus das mãos dos inimigos. (Et 9:20-22)

"Vá reunir todos os judeus que estão em Susã, e jejuem em meu favor. Não comam nem bebam durante três dias e três noites. Eu e minhas criadas jejuaremos como vocês. Depois disso irei ao rei, ainda que seja contra a lei. Se eu tiver que morrer, morrerei". (Ester 4:16)

Que coragem vinda dessa mulher que até então soubera que o seu povo estava perto de morrer e mesmo assim tomou a sábia decisão de orar e jejuar na presença do Senhor por uma causa que estava em suas mãos e conclamou todos a intercederem por um propósito comum, o livramento do povo.
Diante de uma situação tão desesperadora, essa mulher manteve a calma e através da dor conseguiu extrair lições grandiosas, dentro da sabedoria de Deus em nos guiar e direcionar pelos caminhos que nos levam direto para a Sua Vontade.

O capítulo aborda a posição de várias pessoas que, assim como Ester, tiveram que tomar uma decisão com determinação e coragem, diante de situações de extremo sofrimento e dor. Dentre eles, encontramos Martinho Lutero durante a sua retratação na Dieta de Worms; Madre Tereza, a freira de Caucutá que falou diante de autoridades em Washington; DC sobre um assunto tão delicado que é o aborto, mantendo-se em sua posição, sempre contra.




Assim, o autor nos coloca na reflexão em nosso dia a dia e nos faz pensar se os nossos filhos estão sendo criados dessa forma, com essa coragem tão destemida que essas pessoas se posicionaram diante das adversidades, através da formação do caráter. E podemos ir mais além. Será que vivemos dentro de uma sociedade que as convicções, valores e princípios estão sendo defendidos da forma correta e verdadeira, ou será que não passa apenas por ideologias criadas por pessoas que conduzem uma população através de projetos que visam benefícios próprios e não para o bem da massa? Precisamos pensar e refletir sobre tudo que ocorre ao nosso redor e na sociedade. Sentimentos de lutas e ideais devem ser expostos e apresentados de modo que todo um povo seja beneficiado e não a minoria.

Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa”(Isaías 41:10)

Quando paramos para ler com calma esse versículo de Isaías, conseguimos entender o que Ester havia pensado quando resolve crer e esperar o melhor momento para agir, pois Deus estava com ela. A oração é uma junção das palavras orar e ação, ou seja, oramos e agimos sem interferir na decisão do Senhor, muito pelo contrário, a nossa ação é esperar em Deus.


Assim o autor destaca quatro princípios relevantes para a nossa vida, quando achamos que nada está acontecendo e que Deus parece estar em silêncio. Aí estão elas:

  1. Ao preparar-se para um evento sem precedentes, aguarde no Senhor antes de participar deles.
  2. Ao lidar com alguém imprevisível, conte com o Senhor para abrir portas e corações.
  3. Quando estiver envolvido numa situação desagradável, confie no Senhor para perseverar na paciência.
  4. Quando tiver que enfrentar um inimigo sem princípios, peça ao Senhor coragem invencível.

Para finalizar, depois de uma explanação acerca deste capítulo, deixo uma pequena reflexão para que possamos todos entender a importância de uma oração.

Deus quer ter intimidade com cada um de nós, e sempre será colocado diante da gente situações onde nos levarão a confrontar os nossos medos e decepções ao ponto de nos rendermos à dependência do Todo Poderoso. Como afirma Swindoll, uma oração é uma ótima maneira de terminar um capítulo tão emocionante. E acrescenta: Ester teve sua hora esplendorosa quando tudo parecia escuro.

E você? Qual oportunidade está esperando para acontecer algo que possa mudar a sua vida? Ou será que essa hora já apareceu e você deixou escapar? Lembre-se que Deus está contigo e que oportunidades aparecerão em que você será direcionado pelo Senhor a agir a favor de algo ou de alguém. Então não perca tempo. Entregue-se ao Altíssimo e deixe que sua vida seja usada em prol da dependência que você tem em Deus, e assim o propósito do Senhor em sua vida estará dentro da Vontade Divina.


Deus abençoe a todos.



por Márcia Morais
Coluna LEITURA DINÂMICA
Revista Mandamentos - Edição 3 - ano 2013